quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Deznecessários estréia em Niterói agora em março


Além de serem campeões de acessos no youtube, eles já fizeram mais de 200 apresentações e o show é sempre muito procurado. Mais de 200 mil espectadores já conferiram o espetáculo do Deznecessários, entre eles, Jô Soares, Olivier Anquier, Mauro Naves, Adriane Galisteu, cantora Ana Carolina, Helio de La Pena, Emilio Surita, Felipe Massa, Claudia Leite, empresários, jornalistas e formadores de opinião.

A trupe é formada pelos atores Paulinho Serra, Miá Mello, Mayra Charken, Eduardo Sterblitch, Marcelo Marrom, Rodrigo Capella e banda que faz ao vivo a sonorização do espetáculo. Os Deznecessários se preocupam em sempre criar personagens e inovar durante os espetáculos. Porém, números consagrados como “Traficante Gay”, “Afro descendente”, “Playboy” e “Ex Viado” nunca saem das apresentações.


O sucesso entre o público ocorre pelo fato de nenhum espetáculo ser igual ao outro. É impossível, por mais que já se tenha conferido diversas apresentações do grupo Deznecessários, sair do show sem dar, ao menos, uma boa gargalhada.


Sinopse: O grupo leva ao seu público um humor de qualidade com assuntos atuais. A cada apresentação mescla sempre novas esquetes aos personagens permanentes, que fazem muito sucesso, como o Traficante Gay, Afro descendente, Playboy, Ex Viado, entre outros. O clima entre os integrantes, a integração com a platéia, tornam o perfil do espetáculo de caráter único e especial.

Para saber mais: www.deznecessarios.com


FICHA TÉCNICA


Direção - Paulinho Serra

Elenco - Eduardo Sterblitch, Rodrigo Capella, Marcelo Marrom, Maíra

Charken, Miá Mello e Paulinho Serra

Banda - Michel Skavassa, Tiago Beatriz, Salvador Reis, Junior assad

Figurino - Rafaela Almeida

Adereços E Cenografia - Deznecessários

Iluminação/Operação De Luz - Pelé

Trilha Sonora - Costa

Operador de Som - DJ Leandro

Programação Visual - Beto Vandesteen e Eduardo Sterblitch

Ilustração - Beto Vandesteen

Direção de Produção - CASA Produção Cultural - Carmin Mandelsberg e Julia Pol

Assessoria de Comunicação - MCAtrês – Carolina Orantes e Renata Battaglia

Realização - Eblasperez Produções

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

EMPOLGA ÀS 9 NA VARANDA DO VIVO RIO DIA 04 DE FEVEREIRO


Um bloco de carnaval cheio de energia, alinhado com o novo movimento dos blocos cariocas. Assim é o Empolga às 9, que em 7 anos de existência já faz parte do cenário folião do Rio de Janeiro e chega a Varanda do Vivo Rio, dia 04 de fevereiro em clima de pré carnaval para agitar os foliões.

Com uma bateria própria, que ensaia seus arranjos exclusivos durante o ano inteiro, o Empolga tem um repertório pra lá de eclético, que vai do samba de quadra ao frevo, passando pelo coco, maracatu e estilosas batidas funk. Um trio de vozes, baixo, cavaquinho e guitarra alcançam uma sonoridade própria e original alinhada à animação avassaladora da turma que empolga o público cada vez mais.



História

Em 2003, um grupo de amigos, formados numa das melhores escolas de percussão do país, interessados no estudo dos ritmos brasileiros e nos instrumentos percussivos das tradicionais escolas de samba cariocas, começou a se encontrar na Casa da Matriz, em Botafogo, para levar um som.

Com o tempo, as versões batucadas de sucessos da MPB ganharam forma e o bloco saiu às ruas durante o carnaval. Chegando ao o seu sétimo ano, o Empolga arrastou nesse carnaval mais de 30 mil pessoas na praia de Ipanema e cerca de 20 mil pessoas pelas ruas de Botafogo e desde 2005, conta também com uma formação para shows de palco.

Casas como o Espaço Cultural Sérgio Porto, Rio Scenarium, Teatro Odisséia, Circo Voador, Fundição Progresso, Vivo Rio, Lapa 40º, Estrela da Lapa, Nuth, e eventos como o Blocos do Pan, Samba no Horto, Rio Cena Contemporânea, Verão no Morro, entre outros, já desfrutaram dessa verdadeira banda de empolgação!

FORMAÇÃO:


Magali – voz

Sandrinho Black – voz

Hananza - voz

Daniel K. – cavaquinho

Pedro Mazzillo – baixo

Luis Militão – Guitarra

Fernanda Mesa – surdo de 1a

Mauricio Caetano – surdo de 3a

Nado Mesquita – repique

Rodrigo Juruna – caixa

Kiko Cupello – tamborim, ganzá e cuíca

Bruno Magalhães – tamborim

Rita Albano – chocalho, agogô e triângulo.

www.empolga.com.br

www.myspace.com/empolga

Serviço

Dia: 04 de fevereiro – quinta-feira

Horário: 21h

Local: VIVO Rio - Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo – RJ

Preços: R$ 30,00 – Couvert Artístico

Capacidade: 1000 pessoas

Classificação etária: 16 anos

Mais Informações: www.vivorio.com.br

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Humaitá Pra Peixe agora no Circo Voador e com talentos da MPB


O Festival de música mais esperado do Rio de Janeiro chega a sua 16ª edição reformulado. O Humaitá Pra Peixe 2010 acontece entre os dias 22 e 24 de janeiro, de sexta a domingo, no Circo Voador e, desta vez, vai receber 10 artistas entre novos, independentes e àqueles que ainda estão se firmando na cena nacional.



O namoro entre HPP e Circo Voador já acontece faz tempo. O Festival já teve um encerramento na lona da Lapa mas, pela primeira vez, vai rolar lá por inteiro. E como peixe também voa, o produtor e idealizador do projeto, Bruno Levinson, decidiu que este ano vai ser diferente. Esta edição do Festival não será a única no ano. Estão nos planos para o segundo semestre, mais uma edição, bem ampliada. O foco não serão apenas os shows, mas sim todas as atividades que fazem parte da cadeia produtiva da música. A palavra é “diversidade”, como todo HPP sempre foi. “O HPP sempre se caracterizou pelos shows, debates, palestras, workshops e por suas atividades na web. Agora com todas as novas possibilidades tecnológicas o Festival também tem que se repensar, evoluir, e é neste processo que estamos agora. Até por que, depois de 16 anos, também tenho que criar novos desafios para mim mesmo”, diz Levinson.

A programação, como é característica, está bem variada. O Humaitá Pra Peixe receberá artistas como a cantora paulistana Maria Gadú, que acaba de lançar seu primeiro e bem sucedido álbum. De São Paulo também vem Ana Cañas, talentosa cantora que busca se firmar entre os bons nomes da nova safra da MPB. O Rio de Janeiro será representado pela banda Tono, do guitarrista Bem Gil (filho de Gilberto Gil), pelo cantor Márcio Local, por Lia Sabugosa, por Jonas Sá e Rubinho Jacobina fazendo um show juntos, pelo curioso trabalho que junta o DJ Sanny Pitbul com o grupo de choro Tira Poeira e pela banda de hip hop Dughettu. De Alagoas vem o cantor e compositor Wado (ex Fino Coletivo). Ainda do nordeste brasileiro, a banda pernambucana Seu Chico e o virtuoso pianista Victor Araújo.

Em dezesseis anos já passaram pelas redes desta pescaria Marcelo D2, Seu Jorge, Mart’nália, Roberta Sá, Pedro Luis, Marcelinho Da Lua, Diogo Nogueira, Moska, Strike, Fresno e muitos outros.

O Humaitá Pra Peixe prova que não existe crise de talentos e, a cada ano, surgem mais possibilidades na música. Este ano, quem apóia o HPP é o Matte Leão. A empresa que é a cara do verão carioca está apostando em novos talentos e decidiu entrar nesta pescaria de cabeça.


CONFIRA


Dia 22 de janeiro (sexta): Tono l Jonas Sá & Rubinho Jacobina l Maria Gadú

Sobre TONO: O grupo formado por Rafael Rocha (voz e bateria), Bem Gil (guitarra e voz), Bruno Di Lullo (baixo e voz), Ana Cláudia Lomelino (voz e metalofone) e Leandro Floresta (flauta, violão e voz) investe numa camada sonora formada pelo “power trio” vigoroso (baixo, bateria e guitarra), somado a doçura presente nas vozes, metalofone e flauta. De perfis multifacetados, os músicos por vezes trocam de instrumentos, misturam cores e sons em arranjos coesos. As canções da banda prezam pelo amor, pelo prazer, pela alegria de viver, evocando as vezes um clima de suave romantismo e as vezes também certa agressividade da juventude. Tono canta encontros e desencontros, conquistas e reconquistas, e mesmo algumas desventuras amorosas, sem permitir amargura ou rancor. É um clima sedutor que emerge em rocks carnavalescos e bossas misturadas com fanfarra. Ao vivo, o repertório tem dimensão de canção e de “jam band”. O primeiro disco independente "Tono auge", declara o estado desse encontro que é um trabalho em processo e foi lançado assim mesmo.

Sobre JONAS SÁ e RUBINHO JACOBINA: A relação entre os dois é longa. Jonas é o irmão mais novo de Pedro Sá, guitarrista da Orquestra Imperial. A big band carioca também tem Rubinho entre seus integrantes. Jonas, ainda um adolescente se encantando com o incrível mundo das canções, tinha Rubinho como uma de suas mais importantes influências musicais próximas. “Como podia compor tão bonito e tão fácil”?, indagou-se muitas vezes. Depois de inúmeros encontros informais em estúdio e nos palcos da vida, os dois estreiam agora show juntos, recheado de arranjos inventivos e um clima de “bailão” ainda mais dançante do que as apresentações solo já conhecidas pelo público. O repertório mistura canções de seus discos, com músicas inéditas dos dois e covers surpresas. O baterista Raphael Miranda (Brasov, Sayowa), o guitarrista Gabriel Bubu (Do Amor, Los Hermanos) o baixista Ricardo Dias Gomes (Do Amor e a banda Cê de Caetano Veloso) e o naipe de trombone e trompete (respectivamente Marlon Sette e Leandro Joaquim – ambos do Paraphernalia) os acompanham.

Sobre MARIA GADÚ: Uma das mais talentosas cantoras reveladas nos últimos anos, a paulistana radicada no Rio de Janeiro lançou seu álbum de estreia no início de 2009 e conquistou o país com sua bela voz. Com apenas 23 anos de idade, Maria toca violão e compõe como gente grande! Produzido por Rodrigo Vidal, o CD contou com um time de músicos de primeira: Stephan SanJuan, Dadi, Cesinha, Arthur Maia, Fernando Caneca, Nicolas Krassik, Nando Duarte, Felipe Pinaud, Alexandre Prol e Marcelo Costa são alguns dos nomes que ajudaram a ”colorir“ a voz e o violão de Gadú. No repertório, músicas que já se tornaram hits em inúmeras rádios do Brasil: as releituras precisas de ‘A história de Lily Braun’ (Chico Buarque e Edu Lobo), ‘Baba Baby’ (Kelly Key) e ‘Ne me Quitte Pas’ (Jacques Brel), além das autorais ‘Shimbalaiê’, ‘Escudos’ e ‘Bela Flor’ também estão garantidas no set list do show.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Hoje é dia de festa-show com Suely Mesquita


Incansável batalhadora do mercado independente, a talentosa Suely Mesquita canta e encanta a todos com sua belas composições e sua doce voz vem empostada. Aqui, nós adoramos a Suely e, para quem está em Niterói ou queira atravessa a Baia de Guanabara para dar um passeio em Niterói, vale a pena conhecer a Festa-show, evento musical bem arquitetato pela Suely. Acontece hoje, dia 18 de dezembro, a partirdas 18h, no SESC (Rua Padre Anchieta, 56, Centro de Niterói. 2719 9119). Ingressos a R$ 15, ou meia para estudantes e R$ 5 para comerciários.



Com grande qualidade palco, som, luz e elenco, o evento é aberto a profissionais e amadores que qujeiram soltar a voz. As canjas começam as 19h, com Suely e diversos convidados-surpresa. Já participaram o compositor Geoge Israel, o produtor e músico Eugenio Dale e a cantora Karla Silva, entre outros. Alunos e ex-alunos de canto da professora se apresentam e visitantes que quiserem, poderão se inscrever para cantar alí, na hora.

Às 21h, João Andrade, Marcos Crispim e Rafa Nascimento apresentam o resultado do novo projeto temático Tres por Oito Rock. Ou seja: vai ser uma noitada de muita música e amigos! Vale conferir!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Rita Ribeiro mantém a vida do projeto Tecnomacumba

Sem promessas de novas edições, cantora e compositora maranhense explica a vida útil do projeto que solidificou sua carreira

Rita Ribeiro é bacana, simpática e amável. Uma ótima artista que saiu do Maranhã – como a Alcione! – e se jogou no Rio de Janeiro com força de vontade para fazer acontecer sua carreira. No início, através do selo MZA, do produtor Mazzola, foi chegando por aqui e ocupando seu devido espaço entre as intérpretes que começavam a surgir na década de 90 em plagas cariocas. Eis que, muito trabalho depois, ela solidifica sua carreira com o CD e DVD Tecnomacumba, que nasceu fazendo a diferença e manteve uma carreira de seis anos, independente dos planos de quem o idealizou.

“Minha idéia inicial era fazer um mês de show, mas isso virou três anos e isso culminou no registro em estúdio. O DVD dá a impressão de finalização de um ciclo e o início de outro. Resolvi parar de dizer que eu vou parar com o Tecnomacumba, porque ele é muito solicitado. Foi um divisor de águas na minha vida e na minha carreira. Chamou a atenção por trazer à tona a religiosidade na MPB e outros sucessos do cancioneiro brasileiro”, disse Rita com exclusividade, por telefone, à nossa reportagem.

Demorou um pouco, mas ‘Tecnomacumba - a tempo e ao vivo’ acaba de chegar às lojas e o show de lançamento é hoje, dia 26 de novembro, no Circo Voador, Lapa (RJ). Ela ainda conta com as participações especiais de Márcio Local e Jongo da Serrinha. O show será precedido por um desfile da última coleção da Balaco, marca da estilista Júlia Vidal especializada em roupas inspiradas na cultura afrobrasileira. É a segunda vez que Rita Ribeiro leva seu aclamado show, já visto por mais de duzentas mil pessoas em todo Brasil, ao palco do Circo Voador.

O DVD Tecnomacumba - a tempo e ao vivo é fruto da parceria entre Manaxica Produções Artísticas, Canal Brasil e Petrobrás e conta com a distribuição da gravadora Biscoito Fino. Trata-se do primeiro DVD de uma carreira de vinte anos que inclui quatro discos, participações em coletâneas e projetos especiais e inúmeros shows.

"Tecnomacumba é mais que um show. Quando eu o levei ao palco pela primeira vez já era uma intervenção cultural. De lá para cá, suas relações com outras expressões culturais ou artísticas afins só foram aumentando. Por isso, é que convidei a estilista Júlia Vidal para apresentar sua coleção de moda inspirada na cultura afrobrasileira antes do show propriamente dito. Será uma boa oportunidade de o público apreciar a moda diferenciada da Balaco e, ao mesmo tempo, perceber que a herança cultural africana não se faz presente só na música", explica Rita Ribeiro.

A cantora sempre quer ressaltar que a MPB deve à religiosidade afrobrasileira. "Por essa razão é que, dessa vez, eu convidei o Jongo da Serrinha para fazer comigo a música Caxambu, que foi sucesso na voz de Almir Guineto e que não fazia parte do repertório original de Tecnomacumba. O jongo como expressão musical é ancestral do funk carioca", acrescenta Rita, lembrando que o Jongo da Serrinha animará a festa depois que ela sair do palco.

Já a participação de Márcio Local se deve ao fato de a cantora ser uma artista atenta aos novos valores da MPB. "Márcio Local é um cantor e compositor carioca muito talentoso que está despontando na cena. Ele tem um enorme carisma e é herdeiro da musicalidade de Jorge Ben e de Simonal. Quero apresentá-lo ao meu público porque acredito em seu potencial. Fiz isso com Zeca Baleiro e com Vander Lee, e, hoje, eles são senhas conhecidas em todo Brasil", argumenta. “Devo agradecer esse trabalho ao apoio que tive de pessoas como Alcione, Ângela Leal, Joao Willys, Ney Matogrosso. O show de lançamento conta com cenário e figurino ecológicos concebidos pelo artista Cássio Brasil. Cortinas de jornais reciclados fazem referência à decoração dos barracões de terreiros e centros de umbanda e, ao mesmo tempo, à tecnologia traduziu a oralidade da cultura afro-brasileira em palavras impressas, permitindo a sua preservação e circulação. "Por isso é que, hoje, toda macumba é tecnomacumba", conclui Rita Ribeiro.

Em termos musicais, o show prima por fusões sutis ou expressas de MPB, sons eletrônicos e pontos e rezas das religiões afro-brasileiras, num repertório que inclui Cavaleiro de Aruanda (Toni Osanah), Domingo 23 (Jorge Benjor), Babá Alapalá (Gilberto Gil), Oração do Tempo e Iansã (ambas de Caetano Veloso), Coisa da Antiga (Wilson Moreira e Ney Lopes), É D Oxum (Gerônimo e Vevé Calazans), Rainha do Mar (Dorival Caymmi), Moça bonita (Jair Amorim e Evaldo Gouveia), Xangô, o vencedor (Ruy Mauriti e José Jorge) e Cocada (Antonio Vieira), entre outras pérolas. A novidade em relação ao repertório do DVD é a releitura de Caxambu (Bidubi do Tuiuti, Jorge Neguinho, Elcio do Pagode e Zé Lobo). A direção musical está a cargo de Israel Dantas, guitarrista da Cavaleiros de Aruanda, a banda que acompanha Rita Ribeiro e da qual também fazem parte os músicos Alexandre Katatau (baixista), Lúcio Vieira (baterista e programador eletrônico), Pedro Milman (tecladista), Paulo He-Man (percussionista).

QUINTA 26 de Novembro a partir das 22h

RITA RIBEIRO

www.INGRESSO.com.br

Ingressos: R$ 25 meia / R$ 50 inteira

Circo Voador - Rua dos Arcos S/N° - Lapa - Tel.: (21) 2533-0354

quinta-feira, 19 de novembro de 2009


QUE OS ANJOS DIGAM AMÉM

NA SALA JOSÉ CÂNDIDO DE CARVALHO



A Sala José Candido de Carvalho recebe, dia 08 de dezembro a artista Deise Paiva com a exposição “Que os anjos digam amém”.



Segundo o historiador Marcelo Ramos Duarte, Deise Paiva resgata a tradicional intimidade brasileira com os santos – os padrinhos divinos – para apresentar valores modernos como nacionalidade, miscigenação e vida urbana. Com cores fortes e o exagero decorativo, os quadros reproduzem o ostensivo apelo das imagens de tempos nas quais reinava a cultura iletrada. Contudo, eles transparecem a sutil ironia da artista, que busca contrapor ao imaginário coletivo do socorro divino, a súplica dos próprios santos, que pedem ao telespectador uma reflexão sobre a sociedade na qual vive.


Deise Paiva



Cursou a Universidade de Belas Artes do Rio de Janeiro, foi designer gráfica e atuou no ramo de estilismo. Dedicada à prática de pintura há trinta anos, só começou a expor seus trabalhos nos últimos cinco por insistência da família e amigos. Frequentadora do Ateliê do Museu do Ingá, desde 2005, vem desenvolvendo novas técnicas, como a utilização de couro e formas em relevo. Suas pinturas traduzem uma experiência de mais de duas décadas como estilista de estamparia, revelando cores, brilhos, texturas, características marcantes em suas obras.


SERVIÇO:

Abertura: 08 de dezembro de 2009

Visitação: 09 de dezembro a 18 de janeiro de 2010

Horário: Segunda a sexta-feira, 9h às 17h

Local: Sala José Cândido de Carvalho.

Rua Presidente Pedreira, 98 . Ingá . Niterói

2621 – 5050

GRATUITO

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

OLHAR IMORAL SOBRE A TELA













O artista plástico Cláudio Pegorim usa a arte como ferramenta de transgressão das certezas do corpo na exposição Olhar Imoral, a partir de 18 de novembro, às 19 horas, no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno. O mote da mostra é a imoralidade como um pré-conceito contido em 16 trabalhos de formatos e resoluções diversas, sempre abstratos em óleo sobre tela e madeira.


“O modo como as pessoas determinam a visão da arte só isso é uma imoralidade. Os meus trabalhos retratam minha vida, minha família, meus filhos, a resistência no olhar das pessoas em relação a arte. A imoralidade é ser livre.” Revelou Pegorim após ler a obra A Alma Imoral
(do rabino Nilton Bonder) e assistir ao espetáculo homônimo protagonizado pela atriz Clarice Niskier.

A obra Você me Corta e Vai, escolhida para ilustrar o convite da mostra, revela o universo da marcenaria, talvez oriundo da formação em arquitetura do artista, sua relação com a madeira e com o verniz. “Esse quadro é tratado como o princípio de tudo. A madeira falando pra mim. É um diálogo meu com a tela. Quando interfiro, deixa de ser madeira e vira obra. Por conta disso, oito trabalhos receberam o nome de Exercício de Ver Você. São oito pequenos formatos em óleo sobre madeira, uma série com o mesmo nome onde usa a lixa para dar cor e origem as imagens: “Nomeio meus trabalhos embora considere a visão do espectador uma experiência sensorial única. É muito comum procurarem uma posição e se não encontram encantamento é porque a bagagem pessoal não permite. Penso nisso toda vez que lembro de situações vividas, como a morte do meu pai, uma mudança pessoal radical. O ser humano tá estressado. O olho não pára mais. Há uma necessidade de renovação. A arte é inversa a essa corrida desabalada. É preciso deixar fluir a emoção” observa o artista.

Para ilustrar o conceito do evento, o pintor cita o escritor Nilton Bonder:

“há um olhar que discerne, há um olhar que enxerga, há um olhar que reconhece, há um olhar que desnuda, e não hesita em afirmar fidelidades perversas e traições de grande lealdade. Este olhar, é o da alma." Cláudio Pegorim deixa na alma do espectador as dúvidas da evolução, a angústia, a decepção, a expectativa e a frustração de não poder viver só de sua arte. Uma arte que já foi trabalhada com pigmentos retirados das terras de Tiradentes, em Minas Gerais, mais uma demonstração de sua verve visceral agora transmutada em passionalidade a ser vista no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno.


SERVIÇO

EXPOSIÇÃO "OLHAR IMORAL” – CCPCM

Abertura : 18 de novembro, às 19h

Visitação: de 19 de novembro a 10 de dezembro 2009 (segunda-feira, das 13 às 17horas; terça a sexta-feira, das 10 às 17h; sábados e domingos e feriados, das 10 às 15horas)

Encontro com o artista: 08 de dezembro (terça-feira), às 19h

Local: Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

Rua Lopes Trovão, s/n°, Icaraí, Niterói

Tel.: 2610 – 5748

ENTRADA LIVRE

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

RELEITURA DE UMA EXISTÊNCIA


Aos 81 anos, Thereza Brunnet volta a expor sua pintura geométrica, após oito anos de ausência em Releitura de Uma Existência na Sala José Cândido de Carvalho. até 9 de novembro. Discípula de Vasarely e aluna de Ivan Serpa, a artista carioca, radicada em Niterói, mostra trabalhos feitos com canetas esferográficas de duas cores privilegiando os tons de azul, em suportes variados como o eucatex e o acrílico..

O fio condutor da trajetória de Thereza Brunnet pode ser buscado pelo espectador nesta exposição. É uma síntese que une diferentes momentos da artista que começou a pintar no início da década de 70, na liberdade ilimitada que a arte traz em si, em revelar, de maneira cifrada e sutil.

Como aluna de Ivan Serpa no Museu de Arte Moderna, formalizou seu acesso ao circuito de arte do Rio, interagindo com uma geração de artistas que escrevia as linhas da história da arte concreta carioca. Na convivência e no aprendizado com Abelardo Zaluar, revelou-se aos poucos uma artista singular, destacando-se em inúmeras e significativas mostras nacionais e internacionais como a XXII Bienal de São Paulo e a Bienal do México.

Admiradora da obra de Victor Vasarely, precursor da “plástica do movimento”, a artista optou por cores inesperadas que parecem provocar um diálogo totalmente inusitado no movimento rítmico de suas linhas. Em outro momento, suas pinturas recentes esquecem o compromisso de ruptura com a representação , e trazem a tona um universo encantado e esotérico, que acompanha a artista desde a sua juventude, e que é libertado de seu imaginário ganhando uma existência mágica através da pintura.

“Comecei quase ao acaso. Falava ao telefone ao mesmo tempo em que rabiscava num bloco os desenhos que se tornariam obras geométricas. Hoje trabalho com as cores, isolando cada bloco preenchido pela tinta com durex e auxiliada por uma régua escolho os traços. Releitura de Uma Existência é a leitura da minha vida. Um passado que ainda está presente. Sempre tive uma verve esotérica cada vez mais presente na minha obra. Minhas mandalas são resultado disso e os geométricos são imagens inconscientes de raios. Algo em torno de Saint-Germain ou mestres ascencionados “. lembrou Thereza, que teve painéis de grandes formatos expostos em cenários de inúmeras novelas televisivas.

SERVIÇO:

EXPOSIÇÃO "RELEITURA DE UMA EXISTÊNCIA"

Visitação: Até 09 de novembro de 2009

Horário: Segunda a sexta-feira (das 9 às 17h)

Local: Sala José Cândido de Carvalho.

Rua Presidente Pedreira, 98 . Ingá . Niterói

Tel.: 2621 – 5050 (ramal 209)

GRATUITO

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Fracis Hime lança novo CD pela Biscoito Fino

Aos 70 anos completados em agosto, 40 anos de carreira, Francis Hime (também marido de Olivia Hime) aparece com novo CD, duplo e luxuoso, chamado 'O tempo das palavras... Imagem', lançado pela Biscoito Fino. O lançamento traz parcerias com Joyce Moreno (a bacana 'Adrenalina', que abre o CD), Geraldo Carneiro (parceiro em seis composições), Edu Lobo, Paulinho Pinheiro e Paulinho Moska. Monica Salmaso canta em 'Maré', parceria dele com sua esposa.

O primeiro CD, que traz 12 novas músicas, mantêm a elegância e a classe da obra do Francis Hime de sempre. A construção melódica rebuscada de 'Maré' chama a atenção e é emoldurada por um piano melancólico e estiloso, cabendo perfeitamente com a voz da convidada Mônica Salmaso. Já 'Para Baden e Vinicius' é um sambinha meio jazzy com letra otimista em homenagem aos grandes músicos. 'Radio Cabeça' fala de música dentro do cérebro, como se fosse uma rádio, com arranjo bem brasileiro, "com sambas, calangos, tangos, bossa-nova e jazz".

Em "Amor Perdido" Francis Hime conquista os corações românticos e é uma ode ao amor que se foi. A belíssima letra fala em "Como inventar a minha arquitetura, sem o teu céu acima do meu sol?" O álbum segue com "O Tempo e a Rosa", "Há Controvérsias", "Estrela da Manhã", "Eterno Retorno" e "O Tempo das Palavras", esta última muito boa e que, embora não seja, parece parceria com Chico Buarque, mas é poesia de Geraldo Carneiro.

Já no segundo CD, apenas de piano solo, o primeiro da carreira dele neste formato, Hime contempla as trilhas de cinema por ele compostas. São originais dos longas-metragens 'Dona flor e seus dois maridos', 'O homem que comprou o mundo, 'A Estrela Sobe', 'O Home Célebre', 'A Noiva da Cidade', 'Lição de Amor', 'Marcados para Morrer' e 'Marília e Marina'. São 25 temas que marcaram o cinema nacional das últimas décadas. Francis Hime conversou com a gente. Abaixo, em cinco perguntas.

Leonardo Rivera - Como surgiu a idéia do disco duplo, sendo o instrumental o seu primeiro de piano solo em tantos anos de carreira?

Francis Hime - Surgiu através de um papo com Tarik de Souza, que é o curador da caixa que íamos fazer este ano, mas ficou para o ano que vem, comemorando meus 70 anos. Eu tinha idéia de fazer um CD de inéditas, mas Tárik sugeriu um disco com as trilhas que compus. Pensei que ia ser complicado por causa das orquestrações, mas tive a idéia de revisitar minhas partituras - e fazê-las em piano solo. Muitos dos filmes eu nem revi, outros viraram clássicos, como Dona Flor. Acabei gravando mais do que eu poderia, utilizei o tempo máximo da mídia, são 25 temas. Fui fazendo em meses, sem pressa ou prazo, eventualmente ele sairia na caixa, mas resolvi acoplar o Cd de inéditas com este piano solo das trilhas. Sempre fui muito ligado à musica de cinema, estudei trilhas na década de 60 nos EUA.

LR - Tem planos de fazer alguma trilha de cinema nos dias de hoje?

FH - Semana que vem tenho um encontro com o Zelito Viana, ele me convidou para fazer a trilha de um documentário. Luis Fernando Goulart está definindo um roteiro e está pensando... eu gosto muito de trabalhar em cinema, é um trabalho em equipe, temos que ser conduzidos pelo grande maestro que é o diretor, podemos conduzir o espectador... oferece muitas alternativas, uma cena pode funcionar melhor com música e outra sem, é dinâmico e prazeroso. A gente fica pensando no publico, em como chegar nas pessoas.

LR - Você ainda acredita no formato físico do CD?

FH - O CD hoje se transformou num cartão de visitas. O formato realmente mudou muito, temos a internet e devemos saber como usar para chegar ao publico. O que interessa é isso. Não é que o artista vá compor sob esta pressão, mas quando se compõe, se quer transmitir o sentimento ao outro. Mais e mais se valoriza contato físico, em shows, apresentações, isso que é valorizado. É o paradoxo, pois na época moderna temos a comunicação multiplicada, mas precisa-se do contato físico e imediato com as pessoas.

LR - Ter sua esposa como diretora artística interferiu em alguma coisa no seu trabalho?

FH - A Biscoito Fino surgiu para ser benéfica, e o é para mim e para vários artistas. Tem uma visão voltada para o que o artista pensa, os colegas expõem seus projetos, e estes são encaminhados com o viés do artista. Isso é fundamental no sentido de valorizar a criação. Comecei a trabalhar mais, fazer mais discos, eu ficava lá no piano no fim de semana, gravando, experimentando, pesquisando as trilhas. Incentivou muito positivamente.

LR - Geraldo Carneiro é seu parceiro mais constante? São 6 parcerias com ele!

FH - Ele é meu parceiro mais constante nesses últimos anos e o formato de nossa parceria é em 90% de canções criadas para poemas dele, que eu pego e faço música. Ele manda as letras por email, gosto de dormir tarde, fico na madrugada musicando. Ele está numa fase esplêndida de criação, e se indagava se ainda valia à pena fazer canções, se elas são menos gravadas e tocadas hoje em dia. E eu dizia "Precisamos nos expressar, senão a gente morre. Nossa vida é nossa expressão". E Geraldinho é cada vez mais ativo, ele lança segunda-feira um disco-livro para crianças, no Planetário. Eu vou lá cantar!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Perfil - Mayrton Bahia

Ex-diretor de diversas multinacionais do disco, responsável por grandes obras da MPB e do Rock Brasil (incluindo a produção dos cinco principais álbuns da Legião Urbana), MAYRTON BAHIA é um produtor sem comparação. Por isso, aqui está o PERFIL deste que é um mestre das ondas sonoras!



Nome: Mayrton Bahia

Idade: 55 anos

Natural de: Niterói - RJ

Profissão: Produtor musical e Professor Universitário

Religião: Não tenho.

Há quantos anos (ou quantos anos morou) em Niterói? Desde que nasci

Qual bairro (ou quais bairros) você morou? Icaraí, Piratininga e Itaipú

Qual ponto turístico mais importante da cidade? O MAC (museu na Boa Viagem)

Qual a Personalidade da Cidade que mais lhe interessa? Os músicos

Qual a praia que mais marcou sua vida? Icaraí

O que realizaria na cidade se tiver o "poder" por um dia? Faria valer o código de posturas públicas e investiria com toda prioridade na educão.

Que atitude mudaria para melhor sua vida em Niterói? Um investimento pesado na educação e na cultura, de forma a contemplar todas as classes sociais da cidade.

Música preferida? Que país é esse (Legião Urbana)

Filme preferido? Um filme que venho elaborando nos meus momentos de silêncio e que pretendo realizar um dia.

Livro preferido? Como a picaretagem conquistou o mundo – Francis Wheen

Onde comer em Niterói? Verdejante – Itaipu

Onde beber em Niterói? Qualquer lugar com amigos

Melhor cantor da cidade? Dalto

Melhor cantora da cidade? Chiara Santoro

Melhor ator da cidade? Leandro Hassun

Melhor atriz da cidade? Samantha Schmütz

Quais seus projetos para 2009? Lançar o CD que eu produzi, do meu irmão Marcio Bahia (baterista e percussionista)

O que é ser feliz para você? Ter saúde e coragem para me comprometer com os sonhos e realizar o que for possível.

Você gosta da TV nos dias de hoje? Assisto alguns programas. Pena que o que estão chamando de interatividade da TV digital seja apenas mais possibilidades de escolha do que já vem pronto e formatado, é uma subutilização da tecnologia. Gostaria realmente de interferir e co-criar com a programação oferecida, esse é que é o conceito real de interatividade.

O que a música mais precisa no Brasil? De artistas que acreditem mais na sua própria forma de expressão do que em estereótipos e estratégias marketeiras

Qual projeto de música contemporânea na cidade você citaria como referência na atualidade? O evento anual de música instrumental, produzido por Arthur Maia

Sua última mensagem para o leitor: A partir dos anos 1990 entramos na era do Marketing, atualmente estamos vivendo na era da Farsa! Ser original não significa fazer o que ninguém nunca fez, apenas seja você mesmo, preservando a ética e o respeito.



Testemunhas do fim de uma Era

  Estamos assistindo ao fim de uma geração que não tem substitutos à altura Vi um comentário do jornalista e crítico Mauro Ferreira (G1) ...