‘Antimoderno’ é um dos melhores lançamentos nacionais de 2010

Márcio Tucunduva renova sua ótica sobre criação musical em segundo álbum








Depois do CD de estréia, Etanoise, de 2003, o cantor, compositor e guitarrista Marcio Tucunduva surge em 2010 com o álbum Antimoderno e, nele, combina MPB, blues, ritmos brasileiros com guitarras, baixo e bateria de rock’n’roll. Já na faixa-titulo, primeira do CD (com distribuição da Tratore – LINK), ele mostra a que veio e qual estilo de sua produção, assinada por Marcos Ottaviano, grande nome brasileiro da guitarra blues.



Realmente, ele começa muito bem. A letra diz “Eu sigo andando/Dando pouca bobeira/Sem levantar poeira, sem levantar bandeira/Sem esperar a banda passar”. São apenas dez músicas, mas pelo menos não sobra nada, é um disco enxuto e fiel, como uma faca de corte profundo. Vale destacar “Entre a cana e o tédio”, “No meio do caminho” e “Caixa-Forte” – e isso não invalida as outras canções deste álbum que preza pela unidade sonora. Também participaram desta concepção o baixista Andrei Ivanovic, o baterista Mario Fabre, o produtor Alexandre Fontanetti e o engenheiro de som americano Roy Cicala, que já trabalhou com John Lennon. Finalizando, foi masterizado por Tom Waltyz, em Boston, EUA.

Um dos “professores” de Tucunduva foi Raul Seixas, quando era vizinho do baiano em São Paulo, aos 13 anos. Com Raulzito ele teve aulas de violão, gravou fitas caseiras e o seguiu no estúdio durante a gravação de seu penúltimo disco. Márcio seguiu tocando e cantando em diversas bandas, até vir morar no Rio e produzir ‘Enjoado Jungle’ com Muu Carvalho (A Cor do Som), canção que virou tema de um dos personagens da novela Vila Madalena, da Rede Globo. Agora, em 2010, Marcio Tucunduva firma o pé como uma das grandes novidades do rock ‘crossover’ feito em Terra Brasilis. Parabéns pelo som! (Leonardo Rivera)

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