“Cartas à Julie-Marie” faz ótimo trabalho independente

Banda tinha doze músicos em 2007 e virou trio, lançando SMD de estréia este ano


Nem sempre produtores e jornalistas recebem boas bandas novas. A tecnologia já permite, há mais de uma década, que artistas de qualidade inferior produzam seus sons e tentem a sorte por aí. Melhor para o consumidor, que pode selecionar ainda mais o que leva para casa e mostra pros amigos.




Não tenha vergonha de mostrar em uma rodinha de amigos moderninhos o SMD independente da banda “Cartas à Julie-Marie”, um projeto que tinha mais de doze músicos quando surgiu, em 2007, e hoje traz apenas Alex Frechette (voz e piano), Andréa Amado (bateria) e Peter Strauss (guitarra). As onze faixas trazem nomes em francês, como a introdução instrumental “Le Prélude” ou a chicletônica “La Découverte”. Já “Le Risque” lembra demais os primeiros (e únicos) CDs da banda Acabou La Tequila, dos anos 90.



Eles misturam rock, jazz e valsa, sob a produção deles mesmo e de Renato Godoy. Quase todas as obras são de Alex, exceto “La Lettre”, que é dele e de Guidi Vieira. O disco levou dois anos para ficar pronto, passou pelos estúdios Fibra, Rumori, BPM, Forum, Icaraí, Pep e pelas casas de Alex, Andréa, Strauss, Daniel Martins e Maurice Velte. Foi gravado por Renato Godoy, Felipe Zenicola, Strauss, Paulo Gehm, Miguel Coniff, Gabriel Martins, Pep e Maurice Velte. Como se não bastasse, teve a faixa “Le Jeu” masterizada por Christian Wright no Abbey Road, em Londres.

Diversos convidados, como Pedro Selector (B Negão & Os Seletores de Frequência) foram convidados para dar corpo ao disco. Ele toca trompete na faixa “Le Monde”, enquanto Luciano Corrêa faz o violoncelo nas faixas três, cinco e onze. Nos agradecimentos, Claudia reitberg (Revista Rock Press), Raul Albornoz (produtor gaúcho que lançou Jupiter Maçã) e Edu K (Defalla) dão legitimidade ao trio. Para conferir vc também, vá ao site oficial www.cartasajuliemarie.com.br (Leonardo Rivera)

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