sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sarau das Artes, dia 24, na varanda da Reitoria da UFF


A varanda da Reitoria da UFF é poesia pura! Lá acontece o Sarau de Artes, cuja proposta é reunir convidados e público, a cada edição, em torno de um tema. Os saraus, que acontecem todos os meses, são sempre temáticos e, neste mês, o tema será o Brasil: A Margem. O patrono in memorian, associado a este tema é o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto, e a poetisa homenageada é a professora, escritora e poetisa, Maria Helena Latini.

Segundo o curador Gilberto Gouma, a ideia é ter um amplo painel, com múltiplas expressões artísticas em torno da poesia: falada, escrita, imagética, performatizada, cantada, dançada para que o público fique imerso nas sensações que a Poesia estimula, proporcionando momentos de evasão e reflexão.


Sobre o patrono: João Cabral de Melo Neto

O pernambucano João Cabral de Melo Neto enveredou para os caminhos da poesia desde sua juventude. Aos 22 anos, após ser dispensado de sua convocação para servir à Força Expedicionária Brasileira no Rio de Janeiro, ele decidiu permanecer na cidade, onde viria a conhecer pessoalmente outros grandes nomes da literatura nacional como Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade. Ainda em 1942 ele publicou sua primeira coletânea de poemas chamada “Pedra do Sono”.  Poucos anos depois o poeta ingressou no Itamaraty e sua atividade literária passou a partilhar do tempo de suas atribuições diplomáticas em outros países. Ainda no exterior ele publicou sua principal obra “Morte e Vida Severina” (1956) e ingressou na Academia Brasileira de Letras (1969). O poeta regressou ao país em 1987 após ter sido nomeado cônsul-geral da cidade do Porto, em Portugal. João Cabral de Melo Neto faleceu em 1999, na cidade do Rio de Janeiro, vítima de uma ataque cardíaco. Suas obras colecionam reconhecimento e várias premiações, como os Prêmios Jabuti de 1967 e 1993 e o Prêmio Camoẽs de 1990.

Homenageada: Maria Helena Latini

Professora, escritora e poetisa, Maria Helena Latini nasceu em São Gonçalo, migrou para o Rio de Janeiro logo na infância, e em seguida para Niterói, onde vive até hoje. Graduada em Letras e pós-graduada em Leitura e Produção de Textos pela Universidade Federal Fluminense, participou das antologias "Água Escondida" (1994): "Urbana" (2001); "Poesia Sempre" (2006); "Communità Italiana" (2006); e "Antologia Digital Saciedade dos Poetas Vivos" (2009 e 2013). Publicou "Roteiros de Vida" (1991); "Ângela e Antônio" (1992); "Fio de Prumo" (2006) e escreveu com Wanda Monteiro "Duas mulheres entardecendo" (2015). Para o teatro escreveu os roteiros de "Dois Monólogos Entrelaçados" (2012), encenado na Casa de Cultura Leila Diniz, em Niterói; "Afro-poemas" (2013) e "O que é Poesia" (2014), encenados no SESC-Niterói.






SERVIÇO:

Sarau das Artes

24 de abril - 18h

O Sarau das Artes de abril homenageia a poeta Maria Helena Latini e tem como patrono o ícone João Cabral de Melo Neto
Curadoria - Gilberto Gouma, Pierre Crapez e Wanda Monteiro
Participantes - Carla Erhardt, Laffayete Alvares Jr., Filipe da Mata, Jorge Piri, Louise Hug, André Rangel e Zé Neto, entre outros.
Patrono - João Cabral de Melo Neto / Homenageada - Maria Helena Latini

Local: Varanda do Centro de Artes UFF
 (Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói, RJ)
Entrada gratuita

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Mostra de curtas no Cine Arte UFF com entrada franca



O Coletivo Foras de Quadro conduz mostra gratuita de curtas que acontece amanhã (12), às 17h, no Cine Arte UFF, em Icaraí, Niterói.

Formado há cerca de um ano, o “Foras de Quadro” é um coletivo que se debruça no estudo das mais diversas artes e promove debates na busca da aplicação prática destas teorias no audiovisual, em especial o cinema. “Foras de Quadro ” tem como principal objetivo o aprofundamento do estudo da linguagem cinematográfica, aliado a vontade de produzir ficção de alta qualidade.

Sob a coordenação de Diogo Oliveira, Diretor de “O Homem que matou John Wayne”, a cinebiografia do mestre Ruy Guerra, o grupo é estimulado a desenvolver obras criativas, que desafiam a milenar e combalida arte de contar histórias.



O coletivo busca um conhecimento plural de tudo aquilo que pode ser englobado pela sétima arte - roteiro, direção, fotografia, arte, produção, cenografia, som, montagem, cor, entre outros – fazendo dessa interdisciplinaridade a grande força motriz dos seus filmes.



Mostra de Curtas com o coletivo Foras de Quadro

A NATUREZA DO JOGO
18’, de Clodoaldo Lino, com Marcello Moura, Fernanda Heck, Ariane Rocha, Renata Caldas

Jonas tem seu mundo metódico e entediante abalado por uma aventura dantesca, quando descobre que o inferno é aqui!

BENÇÃO
5’27’’, de Cauê Monteiro, com Letícia Gomes, Marcos Vinicius Moura

Sob a benção da hipocrisia segue a união do divino com o profano.

BRILHO ETERNO DE UMA LEMBRANÇA SEM MENTE
1’10’’, de Clodoaldo Lino

A eternidade em um minuto.

CAPUT
8’51’’, de Clodoaldo Lino, com Jacqueline Soares, Bayron Rodrigues, Eduardo Rocha

O impasse entre o indivíduo massificado e o fim do trabalho.

DOPAMINA
5’, de Felipe Quadra, com Pedro José

Um homem se distrai com memes violentos, sexualizados e humorísticos enquanto tenta se desligar de sua rotina monótona.

LAÇO
1’10’’, de Tuany Rocha, com Ramayana Regis

O curta utiliza uma linguagem lúdica e repleta de signos para retratar os sentimentos mais profundos de mulheres que sofrem violência física e psicológica. Critica o aprisionamento que os relacionamentos abusivos trazem e gera questionamento a respeito do lugar determinado pela sociedade como sendo o habitat natural de uma mulher, o lar.

NATUREZA MORTA
8’51’’, de Tuany Rocha, com Agnes Hegmann, Anita Vilarinho, Nathalia Cavalcanti

Por meio de fragmentos da vida de 4 personagens, o filme critica diferentes tipos de opressão à mulher dentro da sociedade patriarcal. Em tom lúdico e colorido, o curta destaca de maneira irônica as torturas físicas e psicológicas que buscam encaixotar sonhos para a fabricação da “mulher perfeita”.

NOSOTROS
8’, de Felipe Quadra, com Diego Queiroz, Isabela Moss, Dario Valdizan, Pedro José

Um jovem casal vive seus últimos dias juntos depois que ela recebe uma proposta profissional para deixar o país.

SAIA DE BONECA
7’27’’, de Vanessa Cunha, com Helena Sacco

O curta retrata conflitos femininos e toda a opressão oriunda de padrões estéticos e boas maneiras moralmente impostas pela sociedade. Imagens irreais são argumentos críticos que ilustram a psique da personagem. Um universo lúdico e colorido repleto de um sombrio sentimento de culpa.

sábado, 31 de março de 2018

Show no SESC Pompeia comemora 70 anos de Tony Bizarro

Depois do sucesso da primeira edição em 2017, a banda Brazil Soul Power, formada por grandes músicos da nova geração do funk/soul paulista, recebe no palco do SESC Pompeia a volta do soul man Tony Bizarro. 

Como essa festa é pra dançar, também teremos a participação da nossa “Donna Summer” brasileira, a cantora Lady Zu, e de dois cantores da nova geração; Nasca, ex vocalista da banda anglo-brasileira Saravah Soul, e Jordan Costa, vocalista da banda paulista The Soul Session.

Afastado dos palco desde 2015, Tony Bizarro comemora, na Comedoria do SESC Pompeia, seus 70 anos. Reverenciado por nomes como Mano Brown, Ed Motta e Rappin Hood, Tony gravou seu ultimo disco em 2008.

No repertório do Baile Black, todos os clássicos de Tony Bizarro, Lady Zu e uma homenagem especial ao rei Tim Maia. Pra você que está em São Paulo, dica imperdível!

SERVIÇO:
SHOW: BAILE BLACK COM TONY BIZARRO, LADY ZU, JORDAN COSTA E NASCA + BANDA BRAZIL SOUL POWER
DATA: SÁBADO 07/04/2018 AS 21:30H
LOCAL: COMEDORIA DO SESC POMPEIA
ENDEREÇO: RUA CLÉLIA, 93 – POMPEIA
INGRESSOS: R$ 20,00 / R$ 10,00 MEIA

quinta-feira, 29 de março de 2018

Casa do Jongo une forças e reabre as portas no próximo dia 31


Teresa Cristina, Pretinho da Serrinha, Nelson Sargento, Zé Luiz do Império e outros artistas já confirmaram apoio na reabertura


Depois de fechar, temporariamente, as portas por falta de recursos públicos e privados, a Casa do Jongo voltará à atividade, com uma programação recheada de muita música e personalidades ligadas à causa, neste 31 de março.

“Estamos reabrindo a Casa somente com o recurso que temos da Benfeitoria, o que não paga todas as nossas despesas. Mas, nos juntamos para enfrentar mais essa batalha, porque nossas crianças não podem ficar sem os projetos que oferecemos. Vamos abrir as portas na raça e na coragem e com a ajuda e participação de muitos amigos” conta Tia Maria, com 97 anos, maior ícone do Jongo da Serrinha atualmente.

O evento começa por meio de um cortejo ao som da bateria do grupo  Herdeiros e Molecada,  às 10h, na Rua Silas de Oliveira e segue para a Casa do Jongo, onde terá atrações até às 19h. Artistas renomados como Pretinho da Serrinha, Teresa Cristina, Nelson Sargento, Zé Luiz do Império, Velha Guarda do Império Serrano, Dorina e Paulão Sete Cordas já confirmaram presença.

Viva o Jongo!

segunda-feira, 12 de março de 2018

Nega Gizza é a primeira entrevistada da websérie ‘Guerreiras Brasileiras’

Cansadas de serem deixadas nos bastidores da História, as mulheres conquistam seu espaço em cada canto: empreendedorismo, música, teatro e tantos outros. Foi pensando nisso que a cantora Marysa Alfaia lançou o seu EP “Guerreira Brasileira”, que agora é transformado em websérie. As entrevistas realizadas no projeto são com mulheres admiradas pela artista, que trazem em sua vivência a luta pelo empoderamento feminino. As convidadas desta temporada são Nega Gizza, Zezé Motta, Eleonora Jordan e Kátia Jorgensen. O primeiro episódio conta com a presença da rapper carioca e presidente da Central Única das Favelas (CUFA), Nega Gizza, e já se encontra disponível no canal oficial da cantora no Youtube. As outras edições também já foram lançadas e você encontra aqui.

Assista o episódio 01 com Nega Gizza: https://youtu.be/UsXKirRfSmg
Ouça “Guerreira Brasileira”: https://smb.lnk.to/GuerreiraBrasileira

A ideia da série é mostrar em vídeo a mensagem da letra do single “Guerreira Brasileira”, de Marysa Alfaia: a valorização da mulher e sua luta para conquistar espaço em uma sociedade machista. “Quero criar um diálogo entre a música e a realidade, entre o cotidiano e a ficção, mostrando a arte como uma forma de revolução não apenas interna, espiritual, mas também material e concreta na busca do pão de cada dia, com bom humor, inteligência e suíngue”, explica Marysa.



Escolhida para dar início a série, a rapper Nega Gizza representa com sua história a força da mulher brasileira. Ativista em causas feministas e sociais há mais de uma década, ela também é uma das fundadoras da Cufa, projeto não-governamental que visa promover a produção cultural nas favelas, com atividades nas áreas da educação, esporte, cultura e cidadania. Gizza também é conhecida pelo seu trabalho como rapper, tendo ganhado o Prêmio Hútuz - maior e mais importante premiação de rap da América Latina; e o Prêmio Orilaxé, do Grupo Cultural Afroreggae.

Ir direto ao ponto, deixar o vídeo mais objetivo possível, focando no público do YouTube. Assim é a websérie “Guerreira Brasileira”. Em cerca de três minutos, Marysa entrevista mulheres fortes e conversa sobre carreira, machismo e outros tópicos atuais. Cada uma das convidadas foi escolhida por sua trajetória profissional: Eleonora Jordan, pelo trabalho como embaixadora no Rio, da Rede de Mulheres Empreendedoras do Brasil; Zezé Motta, por sua carreira nas artes e o ativismo nas causas de cunho racial e político, além de ser a madrinha musical e diretora dos shows de Marysa Alfaia, no início da carreira. Por fim, Kátia Jorgensen, cantora e atriz, que com coragem e bom humor, enfrenta um mercado artístico alternativo e underground.

O primeiro episódio foi gravado no estúdio da Central Única de Favelas (Cufa), e conta com a direção da Lua Produções, sob licença da Café Forte Música Digital e da Sony Music Brasil. A edição ficou por conta da Pomar Cultural, comandada por Sarah Abdala e Tai Fonseca. A websérie “Guerreira Brasileira” é uma realização Alfaia Produções.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Carioca, do Pânico, em cartaz no Teatro Abel



Márvio Lucio, humorista de São Gonçalo conhecido nacionalmente como Carioca e integrante da trupe do Pânico, está em cartaz no Teatro Abel (Niterói, RJ) com apenas duas apresentações.

Reconhecido como uma das maiores atrações do programa e considerado um dos melhores humoristas e imitadores da atualidade, tem 20 anos de carreira.

Sua primeira aparição nacional em público foi na rádio Jovem Pan e, após consagrar sua trajetória, apresenta o show de humor “Más Companhias”. Estarão lá seus personagens-paródias Jô Suado, Lelé Santos, Boris, Bolsonabo e o abençoado Pastor Cráudio. Terão também muitos convidados (Pedro Paulo de Milão, Didi Mais Cedo, Dilma du Cheff).

Tudo isso em um mesmo palco, na mesma noite, pelo mesmo ingresso e com um mesmo artista -- que busca entreter a platéia com sua performance conhecida na TV. Serviço:
Espetáculo: Carioca Em Más Companhias Elenco: Marvio Lúcio Local: Teatro ABEL Endereço: Rua Mário Alves, 02 – Icaraí Estacionamento no local Data: dias 09 e 10 de março (sexta e sábado) Horário: 19h Classificação: 14 anos Informações: 2195-9800 Valor: R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia entrada). Vendas online: www.tudus.com.br Realização: Iniciato Produções e Marketing

Tonico Pereira em monólogo até dia 17 no Teatro da UFF

“O Julgamento de Sócrates” é uma livre adaptação de “Apologia de Sócrates”, de Platão, realizada pelo premiado autor Ivan Fernandes em forma de monólogo, com o ator Tonico Pereira no papel título. A peça comemora os 50 anos de carreira do ator, que pela primeira vez, faz um monólogo.



O espetáculo dramatiza a defesa de Sócrates, no julgamento que o condenou à morte por envenenamento. É talvez o primeiro grande caso na história da humanidade de um homem ser condenado por ter ideias diferentes do estabelecido pela sociedade. Através desse caso, a peça debate a liberdade de expressão e o pensamento no mundo contemporâneo.

O espetáculo, formalmente, é simples. No palco, Sócrates sozinho, em figurino neutro e atemporal, defende perante a plateia de “espectadores-jurados” não apenas suas ideias, mas sobretudo o direito de tê-las. Defende a necessidade de examinar a vida do ponto de vista ético e a busca pela sabedoria, e não pela satisfação material. E são nesses conteúdos que está a grande força do espetáculo, pela imensa relevância de suas palavras para o momento em que vivemos.

Sócrates, um personagem crucial, exige um ator de talento e currículo indiscutível: Tonico Pereira. Comemorando 50 anos de carreira no teatro, no cinema e na televisão, Tonico tem neste primeiro monólogo da carreira uma verdadeira tour-de-force, conversando e levando a plateia com a intimidade de um grande artista.

A PEÇA -- Diante de um tribunal popular - a plateia - Sócrates, interpretado por Tonico Pereira, defende-se das acusações que lhe são feitas: ter ideias diferentes do estabelecido pela sociedade e pela religião (como o livre pensamento e a busca pelo conhecimento), corrompendo a juventude com essas ideias. O espetáculo é dividido em 3 partes: na primeira, Sócrates faz sua defesa; na segunda, após a condenação, Sócrates tem o direito de propor uma pena alternativa, mas se nega a fixar uma pena para si mesmo, pois isso seria reconhecer alguma culpa; e finalmente, após a condenação final, ele diz suas últimas palavras para a sociedade que o condenou, prevendo tempos duros para Atenas e para todas as sociedades posteriores.




Texto: Ivan Fernandes (livremente inspirado na obra de Platão)
Direção: Ivan Fernandes e Tonico Pereira
Elenco: Tonico Pereira
Cenário e Figurinos: Palloma Morimoto
Iluminação: Frederico Eça
Trilha Sonora Original: Frederico Eça
Design Gráfico: Marcello Queiroz
Fotos de Divulgação: Victor Pollak
Direção de Produção: Caio Bucker
Classificação: 12 anos
Duração: 45 minutos

Serviço:  

O Julgamento de Sócrates
Elenco: Tônico Pereira
Teatro da UFF
Endereço: Rua Miguel de Frias, 06 – Icaraí – Niterói
Temporada: de 02 a 17 de março
Sexta a domingo às 20h
Valor: R$50,00 inteira e R$25,00 meia

Informações: 3674-7515

terça-feira, 6 de março de 2018

UFF inaugura três exposições, feira de artes gráficas e show musical amanhã (7)

Obra de Samy Sfoggia

Durante o lançamento de exposições amanhã, 7 de março, o Centro de Artes UFF (Rua Miguel de Frias, 9, Icaraí - Niterói) contará com uma novidade.

O setor de Artes Visuais promoverá, simultaneamente, uma apresentação musical e uma feira de artes gráficas, que acontecerão na área externa do Centro de Artes - a Varanda Cultural. O objetivo é enriquecer ainda mais o evento e integrar diferentes formas de manifestações artísticas.

Às 15h, será aberta a Feira de Artes Gráficas, com nove expositores: Nano Editora, Lari Arantes, Lulu faz arte, Coletivo de Mães Ilustradoras, Na Ponta do Lápis, Vaca Nanica, Zoopress, Fotolab Linaibah e Mara Oliveira. E às 19h, show com Nino Vergal, com participação de Alexandre Sá e Daniela Mattos.


Obra Sem Titulo, de Luiz Rocha

Às 19h, serão inauguradas as três exposições, que estarão abertas à visitação gratuita até 8 de abril.
A Galeria de Arte UFF  apresenta a exposição coletiva 'Lembranças de futuros recentes', com 18 obras de sete artistas plásticos cariocas e fluminenses. São pinturas, gravuras, colagem, escultura, vídeo e instalação que têm, por interesse e objetivo maior, discutir as imbricadas relações temporais dentro do cenário brasileiro, atravessado por questões filosóficas, pictóricas, escultóricas e políticas.
Segundo os curadores Alexandre Sá Barreto e Vítor Ramalho, a exposição tem por objetivo construir uma fábula sobre o panorama brasileiro dos últimos tempos. Assim sendo, as obras foram escolhidas pela diversidade de linguagens e adequação à produção contemporânea, nas suas relações com a História da Arte. Os demais expositores são Luiz Rocha, Tato Teixeira, Victor Monteiro, Amélia Sampaio e Daniela Mattos, além dos curadores /expositores  Alexandre Sá e Vitor Ramalho.

O denominador comum a todas as obras é, segundo os curadores, a política e sua poética. "Esperamos, antes de mais nada, que o público consiga se reconhecer nos trabalhos. A exposição foi pensada como um conjunto de reflexões para o espectador, diante dos últimos acontecimentos políticos no país". As referências que norteiam a exposição são as diversas relações entre períodos distintos da História da Arte, aliados a questões políticas e à diversidade de linguagens.

O Espaço UFF de Fotografia Duque Estrada exibe duas mostras, também até 8 de abril.

'Janelas da Alma', produzida por Dhéia Ferrari, é um ensaio fotográfico artístico composto por 10 imagens da mesma janela, porém capturadas sob várias perspectivas, com o efeito borrado, resultando em imagens abstratas de carácter contemporâneo. Segundo a artista, as diferentes perspectivas da mesma janela representam os vários estados subjetivos do observador ao apreciar o mundo objetivo à sua volta. Assim, o ensaio sugere que, ao interpretar a realidade, o observador enxerga muito mais o que reflete a sua alma do que o “mundo propriamente dito".

Obra 'Samy está feliz', de Samy Sfoggia

A mostra 'Drommer om Skov', de Samy Sfoggia, apresenta uma série de nove obras, nas quais técnicas e materiais foram alternados e justapostos. O processo de trabalho incluiu a prática diária em laboratório fotográfico até o ato de costurar e desenhar as fotografias. Nesse conjunto de obras, a artista insere sua própria imagem distorcida em ambientes oníricos.

A entrada para todas as atividades é gratuita e a visitação, de domingo a sexta, é das 10h às 22h e, aos sábados, das 13h às 22h.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Álbum das Mercenárias pela EMI continua inédito em streaming


"Trashland" comemora trinta anos em vinil em 2018 e até hoje não é disponível em streaming


Mercenárias é uma seminal banda oitentista punk feminina brasileira, de São Paulo, e disso muita gente sabe. Depois de lançar o aclamado disco "Cadê As Armas?" em 45 rotações pelo mitológico selo independente Baratos Afins (de Luis Carlos Calanca) as Mercenárias ganharam a critica e o público – com execuções fartas de suas musicas em rádios moderninhas naquele tempo, como a Fluminense FM (Niterói) e a Ipanema FM (Porto Alegre). Conquistaram espaço primeiro nas revistas – Roll, Bizz – e cadernos de cultura dos jornais de São Paulo, com focos espalhados pelas cenas punks de outros Estados, principalmente o Rio de Janeiro. O período era entre 1985 e 1988.



Mas tudo começou em 1983, com Sandra Coutinho (baixo), Rosália (vocal) e Ana Machado (guitarra), estudantes universitárias em São Paulo, além de Edgard Scandurra  -- que, na época, tocava em três bandas e teve que deixar a banda, então com Lou entrando no posto de baterista.  

“Trashland” (1988), esse disco atualmente quase esquecido porém cultuado das Mercenárias, é o segundo álbum e o primeiro por uma multinacional que se arriscou na onda que surgiu no rock oitentista nacional, a EMI. Ela já tinha dentro do seu quadro profissionais antenados como o produtor Mayrton Bahia, que já lidava com artistas como Legião Urbana, Zero e Finis Africae no mesmo elenco. Por isso o “Trashland” é um reflexo da cena deste período -- ainda mais trazendo a assinatura de produção do guitarrista Edgard Scandurra (Ira!), que já tinha integrado a banda. Quem também assina a produção é Thomas Pappon (Fellini). O disco nasceu clássico.


Começa por “Lembranças”, com poesia ácida e psicodélica, guitarras com nuances sutis e vocal emblemático combinado ao baixo soturno.  Climão que continua em “Há Dez Anos Passados” onde a letra decreta que o futuro é ultrapassado, as drogas estão velhas e tudo está como ontem. A terceira é um rock básico, “Somos Milhões”, informando que o nosso trabalho sustenta este jogo e utilizando-se da mesma moldura melódica. O que, aliás, é palmas para o produtor – em deixar o álbum perfeitamente coeso. Completando o álbum as faixas “Tempo Sem História”, “Ação na Cidade”, “matinê”, “Mesmas Leis”, “Cadê As Armas?”, “Provérbios do Inferno” – esta sob um poema de William Blake –, “Kyrie”, “Angelus” e a faixa-título.



“Trashland”, álbum com a capa assinada pelo artista Michel Spitale e que traz ainda o músico Bocato tocando trombone como convidado especial na faixa “Kyrie”, confirma o pós-punk feminino da pioneira banda. É uma mescla das influencias de Sex Pistols, Siouxsie and the Banshees e Joy Division. 

Mesmo não tendo sido trabalhado no mercado fonográfico à época de seu lançamento, conseguiu ao menos se apresentar no extinto programa do Faustão na Band, “Perdidos Na Noite” .



O disco foi eleito o melhor do ano pela revista Bizz e, mesmo assim, as Mercenárias foram dispensadas do elenco nacional da EMI-Odeon através de um frio e pouco explicativo telegrama postal. Acredite... se quiser! 

Ouça aqui o álbum completo que não chegou nas plataformas oficiais, mas tem no Youtube. (Leonardo Rivera)


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Megadeth anuncia datas no Brasil



Vendas para as datas em São Paulo e Rio de Janeiro começaram hoje

Ícone do heavy metal, o Megadeth anunciou datas em São Paulo e Rio de Janeiro no segundo semestre. Liderada pelo seu fundador e um dos maiores guitarristas da história Dave Mustaine e contando com o brasileiro Kiko Loureiro (ex-Angra), também na guitarra, o grupo norte-americano se apresenta dia 31 de outubro no Espaço das Américas, na capital paulista e dia 01 de novembro, véspera de feriado, no Vivo Rio na capital fluminense, onde não tocam como uma atração exclusiva há nove anos.

Uma das maiores bandas do metal mundial, o Megadeth chega no embalo da conquista do Grammy 2017 como melhor performance de heavy metal pelo trabalho Dystopia, quinto álbum da banda, lançado no início de 2016. O Megadeth já vendeu mais de 50 milhões de discos no mundo, com destaque para os álbuns “Peace sells... But who’s buying”, “So far, so good… So what!”, “Rust in peace” e “Cryptic writings”, que ganharam discos de platina. Ao longo de 34 anos de atividade, foram nomeados para 12 Grammys.

Os ingressos serão disponibilizados no site www.eventim.com.br.



Megadeth – São Paulo

SERVIÇO

Data:  31/10/2017 – terça-feira
Local: Espaço das Américas
Endereço: Rua Tagipuru, 795, Barra Funda - São Paulo - SP
Horário do evento: 22h 
Abertura dos portões: 19h30
Classificação etária: 18 anos. Menores entre 12 e 18 anos entram acompanhados dos pais/responsável.

INGRESSOS

Pista Premium Lote 1: R$360,00 (inteira) / R$180,00 (meia)
Pista Lote 1: R$200,00 (inteira) / R$100,00 (meia)
Mezanino: R$ 400,00 (inteira) / R$200,00 (meia)

BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA


Espaço das Américas
R. Tagipuru, 795 - Barra Funda, São Paulo/SP
De segunda a sábado das 10h às 18h

Megadeth - Rio de Janeiro

SERVIÇO

Data: 01/11/2017 – quarta-feira
Local: Vivo Rio
Endereço: Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo, Rio de Janeiro, RJ 
Horário do evento: 22h 
Abertura dos portões: 20h
Classificação etária: 18 anos. Menores de 18 anos entram acompanhados dos pais/responsáveis.
Atenção: para setores com mesa, a compra de um ingresso garante um assento na mesa selecionada, mas não em uma cadeira específica. Os assentos são ocupados por ordem de chegada.

INGRESSOS

Camarote A: R$360,00 (inteira) / R$180,00 (meia)
Camarote B: R$280,00 (inteira) / R$ 140,00 (meia)
Balcão: R$240,00 (inteira) / R$ 120,00 (meia)
Frisa: R$300,00 (inteira) / R$150,00 (meia)
Pista Vip - Lote 1: R$360,00 (inteira) / R$180,00 (meia)
Pista - Lote 1: R$180,00 (inteira) / R$90,00 (meia)

*25% de desconto sobre o valor da inteira para clientes Vivo Valoriza na compra de até 02 ingressos. Para comprovar seu cadastro no programa, basta enviar um SMS para o número 1058 com a palavra VALORIZA. Para clientes Vivo Fixo, Vivo Internet e Vivo TV, basta apresentar a última conta paga.

BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA



Vivo Rio
Av. Infante Dom Henrique, 85 - Parque do Flamengo, Rio de Janeiro/RJ
De segunda a sábado das 10h às 19h; domingos e feriados das 10h às 18h

PONTO DE VENDA – SUJEITO A COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA



FNAC - Barra Shopping
Av. das Américas, 4666 - Piso Lagoa - Loja B101-114 - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro/RJ
Segunda a sábado das 10h às 20h; domingos das 13h às 19h; feriados das 15h às 19h
Apenas venda de ingressos. Não realiza retirada.



domingo, 9 de julho de 2017

Longa-metragem "Trash" chega ao Netflix



Impossível não lembrar de "Pixote - A Lei do mais Fraco", de Hector Babenco, e do mais recente "Cidade de Deus", de Fernando Meirelles, ao assistir o longa-metragem "Trash - A esperança vem do Lixo" -- que, pasmem, me passou batido à época de lançamento -- que chegou ontem ao Netflix.

Dirigido pelo inglês Stephen Daldry (O Leitor, As Horas), é baseado no livro de Andy Mulligan que se passa em um país fictício. Porém o próprio autor via o Brasil como uma possibilidade para a adaptação cinematográfica de sua obra. O filme, com roteiro de Richard Curtis, conta a história de três garotos pobres que, a partir de uma carteira achada em um lixão, encontram um código que leva à fortuna de um político corrupto.

Filme de 2014 segue a linha de clássicos como "Pixote" e "Cidade de Deus"

No elenco, além de não-atores Rickson Tevez (Rafa), Eduardo Luis (Gardo) e Gabriel Weinstein Rato), que se tornam revelação instantânea, grandes atores como Wagner Moura (José Ângelo), Stephan Nercessian (Santos) e o saudoso Nelson Xavier (Jeferson) -- o que, visto após sua morte, causa ainda mais comoção em quem sempre admirou seu trabalho. Selton Mello vive o maldito Fredereico Gonz e, como sempre, atua brilhantemente. Felipe Braga, roteirista brasileiro, ajudou a dar o tom do texto, que também teve a contribuição dos meninos estreantes do elenco. Também fica difícil não lembrar dos filmes "Tropa de Elite", dirigidos por José Padilha, quando vemos as criticas sociais ao sistema político, carcerário, às organizações religiosas e toda a corrupção que nos assola atualmente -- o que deixa ainda mais vibrante assistir o filme em julho de 2017. É profundamente atual.


Destaque para a direção de arte e o roteiro cuja sequencia se mostra perfeita. Não é o tipo de longa-metragem onde o destaque vai para o romance, ou o paradisíaco Rio de Janeiro turístico. Não enfoca cartões postais, mas reforça a importância da fé, da coragem e da perseverança. Já que uma das cenas finais, com o dinheiro caindo do céu no lixão, é impactante. Podia ter sido filmado ontem. (Leonardo Rivera)

Cotação: (✮✮✮✮)





Testemunhas do fim de uma Era

  Estamos assistindo ao fim de uma geração que não tem substitutos à altura Vi um comentário do jornalista e crítico Mauro Ferreira (G1) ...